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Durante a tempestade que assolou Camboriú na tarde desta quinta-feira, dia 27, a Defesa Civil registrou o destelhamento de 30 casas no município, sendo que o bairro Monte Alegre foi o mais atingido. 

“Estamos nas ruas prestando auxílio aos moradores, distribuindo lonas a fim de amenizar os danos causados pelos fortes ventos. Quem tiver algum problema pode entrar em contato através do telefone 3365-0198, ou diretamente nos celulares 9246-3037, 9246-2064”, declarou a coordenadora da Defesa Civil, Carla Krug.

Um encontro realizado na segunda-feira, dia 24, reuniu cerca de 100 participantes, entre moradores, autoridades locais e representantes da empresa contratada para o trabalho técnico-social do Parque Linear. O objetivo da reunião foi esclarecer para a comunidade como a obra está sendo executada e de que forma irá contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.

No início da reunião, a representante da empresa Itajui Engenharia de Obras, Gabriela Francisco de Souza, explicou o que compreendia a construção do Parque Linear com bacia de detenção do Rio Camboriú. “As obras são feitas por etapa que dependem de um cronograma. Três bacias já foram executadas” disse. Gabriela também apontou que a obra está sendo realizada em três fases: escavação, o Parque Linear e construção da barragem. Ainda segundo ela, a execução dessas etapas depende, também, de eventuais alterações no projeto.

Um dos principais questionamentos feitos pelos moradores foi de que forma, efetivamente, o Parque Linear irá contribuir para evitar as cheias no município. “O lago que irá se formar com o Parque Linear vai contribuir muito na detenção das cheias, pois será um ponto de retenção das águas, além de se tornar um reservatório de água bruta”, afirmou a presidente da Fundação Camboriuense de Gestão e Desenvolvimento Sustentável – Fucam, Carla Krug.

Carla também ressaltou que os estudos feitos para concepção do projeto do parque iniciaram em 2005, levando em conta, inclusive, a enchente de 2008 que atingiu boa parte de Camboriú. “Numa enchente como a que tivemos em 2008, por exemplo, se existisse o Parque Linear teríamos mais duas ou três horas para mobilizar a comunidade, o que minimizaria os danos de forma considerável”, informou, respondendo ao questionamento de um morador.

Na reunião também foram tratados de outros assuntos de interesse da comunidade, como uma política pública de sensibilização para que as pessoas parem de depositar lixo em áreas públicas e um projeto de recuperação de mata ciliar quando a obra do parque for concluída. “Foi, sem dúvida, um encontro muito produtivo, que nos oportunizou prestar contas com a comunidade. Os munícipes e o poder público saíram beneficiados”, finalizou Carla. Outras reuniões serão realizadas com participação da população, em dias e locais a serem agendados.

A Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí – AMFRI, em parceria com as coordenadorias de defesa civil de suas cidades associadas realizaram nesta terça-feira (11), a 2ª Conferência Intermunicipal de Proteção e Defesa Civil. O evento teve a presença de 217 pessoas entre representantes do poder público, sociedade civil, conselhos municipais e comunidade científica.

A presidente do Colegiado de Coordenadores Municipais de Defesa Civil da AMFRI e membro da Comissão Organizadora do evento, Carla Krug, destacou um agradecimento a todos que participaram da conferência. “Muito obrigada a todos as pessoas que vieram aqui para dar a sua contribuição e juntos podermos construir propostas que serão à nova base do Sistema Nacional do nosso setor, a contribuição de vocês é essencial”.

Divididos entre os eixos: 1 - Gestão integrada de riscos e resposta a desastres; 2 - Integração de Políticas Públicas relacionadas à Proteção e à Defesa Civil; 3 - Gestão do Conhecimento em Proteção e Defesa Civil; e 4 - Mobilização e promoção de uma cultura de Proteção e Defesa Civil na busca de Cidades Resilientes, os participantes debateram e construíram dez princípios e 30 diretrizes que serão levadas a Conferência Estadual.

Os responsáveis por levarem essas propostas serão os 43 delegados eleitos pelos participantes do evento. “Agora o próximo passo será os representantes da região (delegados eleitos) levarem os princípios e diretrizes aprovados a Conferência Estadual de Proteção e Defesa Civil que acontecerá em Lages, nos dias 26 e 27 de março”, explica Carla.

A conferência intermunicipal que tratou do tema “Proteção e Defesa Civil: novos paradigmas para o Sistema Nacional” teve a presença de autoridades como o secretário Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina, Milton Hobus; o prefeito de Itajaí, Jandir Bellini; o prefeito de Ilhota, Daniel Bosi, o secretário executivo da AMFRI, Célio José Bernardino; o Secretário Estadual de Defesa Civil do Distrito Federal, Luiz Carlos Ribeiro da Silva, entre outros.

Defesa Civil de Camboriú - 199